sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quem inventou a vacina


                                           






Os primeiros registros desta prática, que recebeu o nome de variolização, remontam aos chineses. Era conhecida entre diversos povos daÁfrica e da Ásia, porquê hindus, egípcios, persas, circassianos, georgianos, árabes. Na Turquia, no início do século XVIII, duas inoculadoras de origem grega ficaramfamosas ? uma delas, a Tessaliana, chegou a imunizar murado de 40 mil pessoas. Embora a variolização pareça ter sido praticada em algumas regiões da França, na Escócia, no País de Gales e na Itália, atribui-se sua introdução na Europa à Lady MaryWortley Montagu, mulher do legado britânico na Turquia, que fez inocular seusfilhos. De Londres, a prática se espalhou pelo continente, popularizada pela adesão da fidalguia. Foram imunizados as princesas reais Amélia e Caroline, na Inglaterra,Luís XVI, na França, Catarina II, na Rússia

Descobri que quem inventou a primeira vacina, que foi a vacina contra a varíola, foi um Sr. chamado Edward Jenner.


 Edward observou que as vacas tinham nas tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou bexiga vacum.

Edward Jenner.




Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.



A partir daí, o cientista pegou o líquido da ferida de outro paciente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contato com o vírus da varíola, o pequeno passou incólume à doença. Estava descoberta assim a propriedade de imunização (o termo "vacina", seria, portanto, derivado de vaca,no latim).
 
 
Calcula-se que cerca de 60 000 000 de europeus morreram de varíola entre 1700 e 1800. o que corresponde à população das cidades de Nova York, Tóquio, Xangai e Moscou!








Na epidemia de 1721, mais da metade da população de Boston teve varíola e, uma dentre cada dez vítimas, morreu. Essa terrível doença se encontra extinta, e a grande maioria dos médicos jamais viu um caso dela. Tão grande mal foi varrido de todos os países, até mesmo dos mais pobres, pela vacinação, princípio desenvolvido pelo Dr. Edward Jenner.







Edward Jenner nasceu a 17 de maio de 1749 no Gloucestershire, Inglaterra. O pai, que era clérigo, mandou o filho às escolas locais para a instrução primária. Jenner manifestou precoce interesse pela Biologia e seguiu, por isso, a carreira da Medicina. Um dos meios de se tornar médico naqueles tempos era estudar com outro médico, e Jenner se fez então aprendiz junto do cirurgião Daniel Ludlow. Aos vinte e um anos entrou para o St. George’s Hospital, de Londres, a fim de trabalhar com John Hunter, o maior cirurgião da época.

O Dr. Hunter tinha curiosidade e entusiasmo ilimitados; era um médico que gostava de experimentar. Infelizmente usava a si próprio como objeto de suas experiências e contraiu incurável doença que lhe destruiu a saúde e encurtou a vida. Se a si mesmo infectou com a doença, ao aluno infectou com sua filosofia: “Por que ficar na cogitação, por que não experimentar?”

John Hunter correspondia-se com Jenner e continuou seu conselheiro e amigo por toda a vida. Quando Jenner se formou no St. George’s Hospital, Hunter mandou-o de volta ao Gloucestershire para estabelecer clínica. Achava, parece, que Jenner sendo da “roça”, não seria feliz na cidade. Muito deve o mundo a essa decisão de retornar ao interior.




Antes do advento da Medicina científica e das modernas drogas “maravilhosas” (os antibióticos, por exemplo), reconhecia-se geralmente o valor dos remédios caseiros. Sabia-se que certas plantas eram dotadas de efeitos medicinais. A digitalis já era usada como remédio cardíaco muito antes de a medicina provar que era realmente eficaz. Muitas pessoas utilizavam mofos para curar infecções antes de Fleming descobrir a penicilina. Muitos insistiam que a cebola crua curava dor de garganta, e na verdade se descobriu que a cebola crua tem efeitos germicidas.



Entre os fatos conhecidos muito antes da ciência analítica firmar-se, figurava o de certas doenças só serem contraídas uma vez na vida. Os modernos pais ficam contentes quando suas filhinhas contraem rubéola, que pode ser muito grave na mulher adulta, mas é desprovida de conseqüências na criança. Se a menina adquire rubéola, fica imunizada contra ela para o resto da vida.


Espalhara-se a noção de que a pessoa que tinha varíola uma vez, nunca mais a apanhava. Povos orientais tiravam proveito dessa noção e deliberadamente se inoculavam as pessoas com material proveniente de variolosos. Haviam descoberto um método que supostamente atenuava os germes da varíola, de modo que as pessoas injetadas sofriam ataques leves da doença, ficando porém, depois de curadas, a salvo de novos e piores ataques. Infelizmente o processo funcionava irregularmente e muitos eram os que contraíam varíola grave quando inoculados.



A gente rústica do Gloucestershire sabia que quem sofresse ataque de uma doença chamada varíola bovina (cowpox) jamais contrairia a varíola humana. A varíola bovina, como seu nome indica, é doença que ataca os bois, mas ela pode pegar em gente. É curioso notar que os bois a contraíam como resultado de uma doença que atingia os cascos dos cavalos.


O Dr. Jenner interessou-se particularmente pelos casos de varíola bovina em pessoas. Foi estimulado por seu velho mestre Hunter, que disse: “Experimente; seja paciente, seja preciso.” Sem dúvida, um bom conselho para qualquer pesquisador científico. Ao todo, Jenner investigou vinte e sete casos. Publicou seus achados em 1796.


Jenner documentou cuidadosamente os seus casos. Nos primeiros estágios da investigação, notou que as pessoas que haviam tido varíola bovina não contraíam a varíola humana, ainda mesmo que postas em contato com doentes atacados desta última infecção. Tomou então um pouco de líquido das pústulas da varíola e injetou nos braços dessas pessoas, que continuaram refratárias à varíola humana.


Finalmente, e devemos prestar homenagem à coragem dos pais da criança, Jenner inoculou um sadio menino de oito anos, Jimmy Phipps, com o vírus da varíola bovina e nele produziu a doença branda. Mais tarde injetou a própria varíola humana no menino e numa outra pessoa que não fora atacada antes pela varíola bovina. Apareceu a varíola somente na pessoa que antes não tivera a varíola bovina, porém não no feliz Jimmy Phipps.


Quando Jenner publicou sua descoberta desabou verdadeira tempestade. Alguns objetavam a que se interferisse na natureza. Outros correram a reclamar para si a descoberta, e ainda outros usaram a mesma idéia, porém misturando matéria da varíola humana à bovina e assim matando, em vez de proteger, as pessoas.


Quando a sensação diminuiu, e Jenner pode demonstrar seus métodos, sobre ele caíram honrarias e reconhecimento de todo o mundo civilizado. O Parlamento o fez Cavaleiro e premiou-o com 20 000 libras esterlinas. Oxford concedeu-lhe título honorário. O czar da Rússia deu-lhe um anel de ouro. Napoleão, na França, enalteceu-lhe a descoberta. E dos Estados Unidos partiu uma delegação de índios levando presentes e agradecimentos a Edward Jenner.


Aquele homem tomara uma antiga superstição e provara existir nela algo de verdade científica. Teve a grande coragem de infectar seres humanos com uma doença leve para protegê-los contra uma terrível doença contagiosa. Era um médico de roça verdadeiro, pois, havendo recebido grandes honras, voltou de Londres ao seu Gloucestershire a fim de acabar seus dias no sítio que possuía. Morreu em janeiro de 1823.

Quando você olhar para uma pequena marca vacinal, pense na coragem das muitas pessoas ignoradas que se deixaram utilizar na experimentação. E pense no gênio de Edward Jenner, que imaginou a vacinação e assim nos protegeu da varíola. E pense também em todos os outros tipos de vacinação que protegem a nossa saúde, sem esquecer a descoberta pelo Dr. Jonas Salk para proteger-nos da poliomielite, a de Albert Sabin, cuja vacina é mais eficiente; as de Pasteur, Behring, Roux e outros que abriram o campo da vacinação e da soroterapia como verdadeiros gigantes.

NOTA: A varíola bovina era doença em geral localizada nas mãos das ordenhadeiras que mungiam vacas em cujos úberes havia pústulas da varíola bovina. Da observação de que essas ordenhadeiras não contraíam varíola humana, quando esta aparecia, é que partiu Jenner para suas monumentais experiências. A palavra vacina, que hoje se usa para todos os produtos biológicos preventivos, feitos com germes de doença, provém de vaca e das experiências de Jenner. Naquele tempo não se sabia ainda que as doenças infecciosas eram produzidas por micróbios e vírus, sabia-se que elas se transmitiam de uma pessoa a outra por vários meios.



Louis Pasteur nasceu em Dole no dia 27 de Dezembro de 1822. Seu pai foi sargento da Armada Napoleónica. Pasteur não foi um aluno especialmente aplicado ou brilhante na escola e nem mesmo na universidade. Quando era jovem, tinha um gosto especial pela pintura e fez diversos retratos de sua família. Aos dezanove anos abandonou a pintura para se dedicar à carreira científica, que perdurou para toda a sua vida. Em 1847 ele completou seus estudos de doutorados na escola de física e química em Paris. Pasteur derrubou definitivamente a ideia da teoria da geração espontânea, com a utilização de uma vidraria chamada pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo num balão de vidro, de pescoço comprido. Em seguida, aqueceu e esticou o pescoço do balão, curvando sua extremidade, de modo a que ficasse voltada para cima. Passado uns tempos nada mudou e descobriu que os micróbios ficaram retidos no pescoço de cisne. Ao partir o pescoço de cisne, Pasteur reparou que os microorganismos tinham contaminado o caldo

Iniciou seus estudos no Colégio Royal em Besançon, transferindo-se para a Escola Normal Superior em 1843 de Paris estudando química, física e cristalografia. Foi na cristalogia que Pasteur fez suas primeiras descobertas. Descobriu em 1848 o dimorfismo do ácido tartárico, ao observar no microscópio que o ácido racêmico apresentava dois tipos de cristais, com simetria especular. Foi portanto o descobridor das formas dextrógiras e levógiras, comprovando que desviavam o plano de polarização da luz no mesmo ângulo porém em sentido contrário. Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da "Légion d'Honneur" Francesa.




Após licenciar-se e assistir às aulas do grande químico francês Jean-Baptiste Dumas, começou a se interessar pela química.



Exerceu o cargo de professor de química em Dijon e depois em Estrasburgo. Ele casou-se com Marienne Laurente, filha do reitor da Academia. Em 1854 foi nomeado decano da Faculdade de Ciências na Universidade de Lille.



A pedido dos vinicultores e cervejeiros da região, começou a investigar a razão pela qual azedavam os vinhos e a cerveja. De novo, utilizando o microscópio, conseguiu identificar a bactéria responsável pelo processo. Propôs eliminar o problema aquecendo a bebida lentamente até alcançar 48° C, matando, deste modo, as bactérias, e encerrando o líquido posteriormente em cubas herméticamente seladas para evitar uma nova contaminação. Este processo originou a atual técnica de pasteurização dos alimentos. Demonstrou, desta forma, que todo processo de fermentação e decomposição orgânica ocorre devido à ação de organismos vivos.



Na Inglaterra, em 1865, o cirurgião Joseph Lister aplicou os conhecimentos de Pasteur para eliminar os micro-organismos vivos em feridas e incisões cirúrgicas. Em 1871, o próprio Pasteur obrigou os médicos dos hospitais militares a ferver o instrumental e as bandagens que seriam utilizados nos procedimentos médicos.



Expôs a "teoria germinal das enfermidades infecciosas", segundo a qual toda enfermidade infecciosa tem sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de propagar-se entre as pessoas. Deve-se buscar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de combatê-lo.



Pasteur passou a investigar os microscópicos agentes patogênicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a anti-rábica. Fundou em 1888 o Instituto Pasteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.



Pasteur foi quem derrubou definitivamente a ideia da abiogênese, com a utilização de uma vidraria chamada pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro, de pescoço comprido. Em seguida, aqueceu e esticou o pescoço do balão, curvando sua extremidade, de modo que ficasse voltada para cima. Ferveu o caldo existente no balão, o suficiente para matar todos os possíveis microrganismos que poderiam existir nele. Cessado o aquecimento, vapores da água proveniente do caldo condensaram-se no pescoço do balão e se depositaram, sob forma líquida, na sua curvatura inferior.



Como os frascos ficavam abertos, não se podia falar da impossibilidade da entrada do "princípio ativo" do ar. Com a curvatura do gargalo, os micro-organismos do ar ficavam retidos na superfície interna úmida e não alcançavam o caldo nutritivo. Quando Pasteur quebrou o pescoço do balão, permitindo o contato do caldo existente dentro dele com o ar, constatou que o caldo contaminou-se com os microrganismos provenientes do ar. Morreu em Villeneuve-L'Etang no dia 28 de Setembro de 1895.



 Fé e espiritualidade

Observadores católicos frequentemente dizem que Louis Pasteur permaneceu por toda a sua vida como um ardoroso cristão. De acordo com o seu neto Pasteur Vallery-Radot, no entanto, Pasteur só tinha guardado da sua formação católica um espiritismo sem prática religiosa.[5] Maurice Vallery-Radot, neto do irmão do genro de Pasteur e católico declarado, assegura que Pasteur fundamentalmente permaneceu católico, mas não afirma que ele ia à missa.[6] Tanto Pasteur Vallery-Radot quanto Maurice Vallery Radot afirmam que a bem conhecida citação atribuída a Pasteur: "Quanto mais sei, mais a minha fé se aproxima da do camponês bretão. Gostaria de saber tudo, mas eu teria a fé da esposa de um camponês bretão"[3] é apócrifa.[7]



Referências

↑ Instituto Pasteur. Louis Pasteur - Vida e Obra. Página visitada em 26 de setembro de 2009.

↑ Revista Eletrônica de Ciências. Louis Pasteur: UM CIENTISTA HUMANISTA. Página visitada em 26 de setembro de 2009.

↑ a b James J. Walsh (1913). "Louis Pasteur". Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company

↑ Campbell, D. M. (January, 1915). "The Pasteur Institute of Paris". American Journal of Vetrinary Medicine 10 (1): pp.29–31. Chicago, Ill.: D. M. Campbell.

↑ Pasteur Vallery-Radot, Carta a Paul Dupuy, 1939, citada por Hilaire Cuny, Pasteur et le mystère de la vie, Paris, Seghers, 1963, p. 53–54. Patrice Pinet, Pasteur et la philosophie, Paris, 2005, p. 134–135, cita afirmações análogas de Pasteur Vallery-Radot, com referências a Pasteur Vallery-Radot, Pasteur inconnu, p. 232, e André George, Pasteur, Paris, 1958, p. 187. Segundo Maurice Vallery-Radot (Pasteur, 1994, p. 378), a citação falsa apareceu pela primeira vez na Semaine religieuse ... du diocèse de Versailles, 6 de outubro de 1895, p. 153, logo após a morte de Pasteur.

↑ Vallery-Radot, Maurice. Pasteur. Paris: pp.377–407.

↑ Pasteur Vallery-Radot, Carta a Paul Dupuy, 1939, citado por Hilaire Cuny, Pasteur et le mystère de la vie, Paris, Seghers, 1963, p. 53-54. Segundo Maurice Vallery-Radot (Pasteur, 1994, p. 378), a citação falsa apareceu pela primeira vez na Semaine religieuse .... du diocèse de Versailles, 6 de outubro de 1895, p. 153, logo após a morte de Pasteur.

[editar] Referências bibliográficas

Portal de história da ciência. Os artigos sobre história da ciência, tecnologia e medicina.

Debré, P.. Louis Pasteur. Baltimore, Maryland:

Duclaux, E.Translated by Erwin F. Smith and Florence Hedges. Louis Pasteur: The History of a Mind. Philadelphia, Pennsylvania:

Geison, Gerald L.. The private science of Louis Pasteur. Princeton, New Jersey:

Latour, Bruno. The Pasteurization of France. Boston:

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